Hoje senti-me minúsculo...
Conversei com Nuno 44 anos, invisual desde os 19, uma maldita doença degenerativa levou-lhe a visão...
Das pessoas com mais humor que já conheci... Diverte-se mandando "piadas" da sua própria condição...
O mundo é muito injusto, mas das fraquezas fazem-se forças imensuráveis.
O Nuno é uma dessas forças...
"Digno de admiração é aquele que, tendo tropeçado ao dar o primeiro passo, levanta-se e segue em frente."
Carlos Fox
quinta-feira, fevereiro 06, 2020
terça-feira, novembro 09, 2010
ARTIGO SOBRE PORTUGAL PUBLICADO NO "PRAVDA" (Jornal Russo)
(Poderão consultar aqui: http://port.pravda.ru/mundo/30541-0/. 4 páginas de artigo)
Até nos jornais da Rússia (5ª maior economia do mundo) se fala de Portugal e pelos vistos até eles sabem o estado a que isto chegou…
Se a culpa não é de Portugal, então deve ser da União Europeia
Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é porque eles serem portugueses.
Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e você vai descobrir que doze por cento da população é português, o povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata e Partido Socialista, gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se a ser sugado é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde havia de ser?) virtual fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de inimigos? Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base sustentável?
Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é
considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político. E ele é um dos melhores.
Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com seu discurso do que ele resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado por interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes. Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%). Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%) Concordo com o sacrifício (1%) Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português. Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado de suas ideias e propostas.
Só em Portugal , a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha. Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certo, bem longe de Portugal , como todos os que possam, estão fazendo. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe política abominável.
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
Até nos jornais da Rússia (5ª maior economia do mundo) se fala de Portugal e pelos vistos até eles sabem o estado a que isto chegou…
Se a culpa não é de Portugal, então deve ser da União Europeia
Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é porque eles serem portugueses.
Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e você vai descobrir que doze por cento da população é português, o povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata e Partido Socialista, gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se a ser sugado é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde havia de ser?) virtual fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de inimigos? Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base sustentável?
Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é
considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político. E ele é um dos melhores.
Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com seu discurso do que ele resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado por interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes. Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%). Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%) Concordo com o sacrifício (1%) Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português. Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado de suas ideias e propostas.
Só em Portugal , a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha. Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certo, bem longe de Portugal , como todos os que possam, estão fazendo. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe política abominável.
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
sábado, agosto 29, 2009
Henrique Medina Carreira

PERFIL DE MEDINA CARREIRA
Tenho profunda admiração por quem fala sem rodeios, por quem fala a verdade, por quem não vive de sorrisos e fala bem de tudo e de todos mesmo sem o concordar...
Uma conversa de MARIO CRESPO com o fiscalista MEDINA CARREIRA que, teve pelo menos o grande mérito de me deixar a pensar como se encontra a situação económica e social do País.
Todos os dirigentes políticos deveriam parar um pouco, para pensar e reflectir nalgumas grandes verdades que foram ditas na entrevista, e tentar resolver os graves problemas sociais em que País é confrontado. Este exemplo aqui é apenas um entre muitos do nosso quotidiano.
PARTE 1/4
PARTE 2/4
PARTE 3/4
PARTE 4/4
sexta-feira, agosto 07, 2009
A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA

A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas' e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação', os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
quinta-feira, julho 09, 2009
A Roda da Fortuna

A Roda da Fortuna
Na realidade, toda a gente sabe que não pode fugir de algumas partidas do destino, a própria vida já nos mostrou isso. E como disse Cesare Pavese: “A sabedoria do destino é a nossa própria.”
No nosso inconsciente sabemos perfeitamente que Caminho devemos trilhar, quais melhores as escolhas a fazer de forma a adquirir o conhecimento a que nos propusemos (antes de vir cá para baixo). Até podemos cair nalgumas armadilhas e tentações mas, mais cedo ou mais tarde, voltamos ao caminho correcto. Quem se engana e continua a desviar-se do Caminho, são aqueles que ainda não compreenderam o seu propósito, ou melhor, são aqueles que ainda não analisaram o seu passado, não compreenderam as lições, porque é assim que encontraremos o futuro.
A Roda da Fortuna diz-lhe que cada vida é aquilo que deve ser, há que saber aceitar as tarefas e experiências que, acredite ou não, podem já estar determinadas pelo destino e fazer parte do novo e inevitável percurso de aprendizagem e crescimento pessoal...
quinta-feira, abril 30, 2009
Porque nada fica igual...

...mesmo quando voltamos atrás....
Não vale a pena pensar que simplesmente podemos voltar atrás e voltar ao mesmo, já que isso nunca irá acontecer:
já não vamos ser a mesma pessoa, o tempo já não vai ser o mesmo....
Mas não podemos simplesmente ficar parados à espera que a vida aconteça:
temos de seguir em busca da vida e aprender com os erros, já que é com eles que vamos crescer e aprender;
nunca iremos voltar atrás, mas vamos voltar a um sítio diferente, como pessoas diferentes, com vivências diferentes, talvez melhores....
Porque também não vale a pena estarmos agarrados a situações que não nos permitem sentir bem... Para quê??
Sofremos nós e quem está à nossa volta...
Fiquemos com aqueles de quem gostamos do modo como gostamos sem forçar as situações...
(Não seria esta uma situação ideal??)
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Imaginem...

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.
Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Mário Crespo - JN
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Há coisas fantásticas...
Um dia o filho pergunta ao pai:
"Papa, vens correr comigo a maratona?"
O pai responde que sim, e ambos correm a primeira maratona juntos.
Um outro dia, volta a perguntar ao pai se quer voltar a correr a maratona com ele, ao que o pai responde novamente que sim.
Correm novamente os dois.
Certo dia, o filho pergunta ao pai:
"Papa, queres correr comigo o Ironman?" (O Ironman é o mais difícil... exige nadar 4 km, andar de bicicleta 180 km e correr 42)
O pai diz que sim...
Tudo isto é muito duro, mas não parece transcendente...
até vermos estas fantásticas imagens...
"Papa, vens correr comigo a maratona?"
O pai responde que sim, e ambos correm a primeira maratona juntos.
Um outro dia, volta a perguntar ao pai se quer voltar a correr a maratona com ele, ao que o pai responde novamente que sim.
Correm novamente os dois.
Certo dia, o filho pergunta ao pai:
"Papa, queres correr comigo o Ironman?" (O Ironman é o mais difícil... exige nadar 4 km, andar de bicicleta 180 km e correr 42)
O pai diz que sim...
Tudo isto é muito duro, mas não parece transcendente...
até vermos estas fantásticas imagens...
quarta-feira, maio 07, 2008
Tu e só tu...

Olho-te dentro dos teus olhos...
Docemente acaricio a tua pele...
No teu pescoço vagueio os meus lábios...
Nos teus lábios deambulo a minha boca...
Os teus seios afago em delicia,
Sentindo-os endurecer...
Deslizo a minha língua no teu ventre...
Cheiro o teu odor...
Provo o teu sabor de mulher...
Gosto… muito…
beijo-te, docemente...
domingo, abril 13, 2008
A consciência...

Parei eu diante da minha consciência como se de um amigo se trata-se e perguntei-lhe:
- E tu? sabes quem eu sou?
Do silêncio inquietante da resposta crua e nua da consciência desabei com a realidade do momento na resposta do mutismo...
Todas as respostas foram-me sonegadas da verdade, da verdade da omissão.
Na vida aprendi muitas coisas, só não aprendi a lidar comigo mesmo. Sou decidido, sou firme, sou energético, sou persistente... Qualidades? Defeitos? Não sei...
Só peço um tempo para me reorganizar, para sair do marasmo, para gritar, para deitar cá para fora toda a alegria que perdi.
Neste momento a consciência questiona:
"-Arrependimento?"
NÃO!!!!!
Voltaria a fazer tudo igual, tudo!!
Porque ser verdadeiro, ser dado, ser o "EU" é isto...
Tudo dar... e pouco ou nada receber...
quarta-feira, setembro 12, 2007
US8.5 EU39 JP25 UK7.5

As caixas de sapatos são a invenção mais importante da humanidade. Não pelo que são, mas pelo que conseguimos lá guardar.
É aí que vivem bilhetes, botões, calendarios, cartões, flores secas, fotografias esbatidas, cd's cassetes áudio, lenços com lábios e madeixas. As primeiras lágrimas, os primeiros sonhos de gente grande e a inocência que nos traiu...
quinta-feira, agosto 02, 2007
JUNTO A TI...

Junto a ti não sou eu. O que conheço de mim desaparece e dá lugar a algo desconhecido de mim e de ti. As palavras que profiro com a voz trémula irrompem selvagens e desobedientes. As minhas mãos passam a ser controladas directamente pelo desejo e a razão esconde-se envergonhada por detrás das minhas pálpebras humedecidas de alvoroço.
Junto a ti não sou inútil. Passo a ser um receptáculo de energia contida. Uma máquina de sorrir descontrolada mas devidamente oleada.
Junto a ti não me conheço. Passo a ser o homem que invejaria mortalmente se não fosse eu e tu.
sábado, julho 14, 2007
A TEUS PÉS...

Sinto-me perdido diante da beleza dos teus pés
esses dedos, a pele, a forma chamam a minha aproximação.
Teu corpo trémulo
denuncia a febre,
de um desejo enlouquecido
perdes a razão ao sentir
o meu primeiro toque,
sensual,
morno e molhado.
Meu olhar tem um brilho,
ao sentir o toque de teus saltos
na minha face,
um leve gemido,
quase um murmúrio
submeto-me,
lambendo tuas formas.
Não esboças qualquer reacção,
diante deste êxtase,
sentindo a pele do meu rosto
no teu pé,
deslizando,
tocando cada vez mais forte,
descobrindo sensações
de prazer antes não vividas.
Que deliciosa sensação,
tocar-te e deixares-me
ter os teus pés adorados,
misto de sede, fome,
com êxtase ao suave deslizar
do calor da minha língua
perdida entre teus dedos.
Movendo meus lábios sedentos
sobre o dorso desnudo
roçando minha pele
tomando-te... a cada vibração do teu corpo.
Meu prazer é o teu prazer,
Não há disputa entre nós,
naquele momento o tempo pára,
o ar pesa, o calor com excitação
invade os nossos corpos,
o teu prazer mistura-se ao meu
num prazer só,
nem eu nem tu, apenas nós.
quarta-feira, julho 11, 2007
I WANT YOU

I'm not a perfect person there are many things I wish I didn't do
But I continue learning I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go that I just want you to know
I've found a reason for me to change who I used to be
A reason to start over new and the reason is you
I'm sorry that I hurt you it's something I must live with everyday
And all the pain I put you through I wish that I could take it all away
And be the one who catches all your tears that's why I need you to hear
I'm not a perfect person I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go that I just want you to know want
terça-feira, julho 10, 2007
ESPELHO MÁGICO

Hoje voltei a escrever o teu nome no espelho. Pode parecer uma infantilidade mas sabes, eu tenho esperança. Acredito que possa acontecer. Que o meu espelho possa ser mágico, assim todos os dias aproveito o vapor do banho e com a letra bem desenhada escrevo o teu nome com, a talvez vã, esperança que tu um dia destes, enquanto te arranjas para ires trabalhar, comeces a ver surgir à tua frente o meu nome e saibas que sou eu quem clama por ti, quem espera por ti.
Liga-me! Fala comigo... o nosso tempo passou, mas oh dúvida atróz, e o tempo?
Continuo a amar-te, continuo incompleto, sem o que só tu me podes dar. Agonizo um dia após outro. Anseio pela tua voz, pelas palavras que me dirás ao ouvido, baixinho, para só eu ouvir, pelo calor do teu corpo, pelos arrepios que me causarás sempre que me beijas, tu sabes, como antigamente. No tempo que era nosso!
Interrogo-me se acordas durante a noite com o meu cheiro a despertar os teus sentidos, assim como eu acordo a pensar em ti... se ficas às voltas na cama, sozinha, a pensar em nós, se vês a minha cara no corpo das pessoas com que te cruzas na rua, se ouves a minha voz na televisão, se encontras as minhas palavras nos livros que lês? Isso acontece-me...
Interrogo-me se também escreves o meu nome no vapor que repousa no espelho que diariamente reflecte a tua essência?
Interrogo-me se não será altura de fazermos o nosso próprio Tempo. Um Tempo egoísta, só nosso e onde só nós possamos existir, hoje e sempre...
Escreve o meu nome no espelho, eu vou estar à espera.
Prometo!
segunda-feira, julho 09, 2007
LINDO...
sábado, julho 07, 2007
SÓ DEIXAREI DE AMAR-TE...

Quando não mais precisares de mim;
Quando não mais me quiseres ter;
Quando não mais me deres a esperança;
Quando não mais sorrires para mim;
Quando não mais me deres atenção;
Quando não mais ouvir tua voz;
Quando não mais ver teus olhos.
Sabes quando vou deixar de te amar?
Quando eu morrer, e mesmo assim
seja onde eu estiver vou pensar em ti,
porque...
eu amei-te ontem,
eu amo-te hoje,
eu amar-te-ei amanhã,
e pela infinita eternidade!!!
sexta-feira, julho 06, 2007
O ÚNICO DEFEITO DA MULHER

Mais um texto que não é escrito por mim...
Mas ao qual me identifico plenamente...
Texto de Sérgio Gonçalves.
"Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro.
Não sei se hoje isso ainda acontece. Sou anti-social ao ponto de não frequentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízos.
Mas era assim que a coisa acontecia naqueles tempos. Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto a observar a paisagem.
Bem, depressa verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatómicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.
Explico: no lado masculino imperava o embate das comparações e disputas.
"O meu carro é mais potente, a minha televisão é mais moderna, o meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, a minha equipe de futebol é mais forte, eu dou 3 por noite" e outras cascatas típicas da "macheza" latina.
Já no lado oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimónia que me deliciava.
Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como mexerico.
Discordo.
Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita
Paixão pelas mulheres.
Constatem, é fácil.
Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, as mulheres já chegam com quase metade da lição estudada.
Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca às casinhas e aprende a pôr um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha a quem chama filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma ideia muito clara do que vem a ser isso.
Noutras palavras, ela já nasce a saber. E o que não sabe, intui.
Já com os homens a historia é outra.
Você já viu um menino dessa idade a brincar aos directores?
Já ouviu falar de algum garoto fingindo ir ao banco pagar as contas?
Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do IRS?
Não, nunca viram e nem hão-de ver.
Porque o homem nasce, vive e morre uma existência infanto juvenil.
O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.
Aí reside a maior diferença.
O que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia e competição.
Então a fuga acompanha-os o resto da vida, e não percebem quanto tempo eles perdem com seus medos.
Falo sem o menor pudor.
Sou assim.
Todos os homens são assim.
Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado.
Sempre consegui ver a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia.
Porque todas as mulheres são lindas.
Se não no todo, pelo menos em algum detalhe.
É só saber olhar.
Todas têm a sua graça.
E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones da futilidade, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim.
Incautas não por serem ingénuas, mas por acreditarem.
Porque todas as mulheres acreditam firmemente na possibilidade do homem ideal.
E esse é o seu único defeito."
domingo, junho 24, 2007
UM DIA SABERÁS...

Se tu soubesses o quanto te amo
talvez um dia me olhasses
como sendo parte da tua vida
Se tu soubesses o que sofro por ti
talvez um dia valorizasses cada lágrima dos meus olhos
Se tu soubesses a felicidade que há em mim
ao ver-te sorrir
ficarias feliz por saber que ainda
existem pessoas que te querem ver sorrir
Se um dia deixares de estar presente
na minha vida, não sei o que farei,
o que pensarei e como viverei
Só sei que um dia sonhei,
acreditei e chorei por ti
por aquilo que és para mim
por aquilo que imaginei que fosses
por tudo o que somos juntos
e por tudo que na minha vida iras ser para sempre...
21/06/2007 By Me...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

