quarta-feira, junho 15, 2005

Esse gajo o VITOR...

Raramente escrevo no meu Blog sobre "Politiquices"...
Mas como este homem já me está a meter os "nervos à flôr da pele", vou ter que desabafar...

Vitor, o abre-latas dos governos da "Tanga"!

Vítor está preocupado COM o estado financeiro do País e com os gasto do Estado. Volta a dizer que estamos de tanga.

Vitor, também conhecido por Constâncio, está há muito à frente do Banco de Portugal. Em sua casa entram mais de 25.000 euros mensais.

O governo do PSD/CDS de Durão Barroso permitiu-lhe que continuasse à frente do Banco de Portugal, desde que viesse de tempos a tempos alertar os portugueses (só os que pagam impostos) de que é preciso apertar o cinto.

E Vítor cumpriu meticulosamente a sua função, defendendo com unhas e dentes o Discurso da Tanga, versão I, de Durão e Manuela Leite.

Santana e Bagão mantiveram-no no Poder e ele também cumpriu.

Agora, está de novo o seu PS no Poder e Sócrates fartou-se de fazer promessas de que não havia aumento de impostos e haveria aumento de empregos e alteração da Código do Trabalho do Bagão. Eram promessas só para serem metidas na gaveta mais tarde.

Mas Sócrates não quer assumir a responsabilidade da versão 2 do Discurso da Tanga já antes das eleições autárquicas.

Por isso pediu ao seu amigo Vítor, que viesse ele a público dizer que isto está mesmo mal e apelar ao Presidente da República para intervir a convencer os portugueses (sempre os mesmos do costume, claro) a apertarem ainda mais o cinto.

Alguém ouviu o sr.Vítor apelar aos governos para que não comprassem submarinos por causa da crise?

Alguém ouviu o sr.Vítor pedir aos governos que não comprassem ou adiassem a compra de centenas de blindados e helicópteros de guerra de último modelo?

Alguém ouviu o sr. Vítor a chamar a atenção que o TGV é um luxo de centenas de milhões para o estado do País?

Alguém ouviu o sr.Vítor apelar aos governos para serem inflexíveis contra a gigantesca fuga aos impostos dos que mais ganham e que atinge milhares de milhões?

Alguém ouviu o sr. Vítor pedir aos governos que acabem com a isenção de impostos sobre os milhões ganhos na especulação bolsista de acções?

Alguém ouviu o sr.Vítor apelar aos senhores administradores das grandes empresas, pagos a valores iguais ou superiores aos dos países ricos, para que dêem o exemplo baixando os seus chorudos vencimentos e prescindindo das dezenas de milhares de contos de prémios anuais?

Etc, etc,
Não, ninguém ouviu!


Ouviu-se agora o sr. Vítor para fazer um frete ao seu amigo Sócrates porque este fez promessas que não eram para cumprir e agora era preciso desenrascar dizendo que «isto está pior do que se pensava».

No País mais pobre da U.E., com os mais baixos salários de todos, com mais de 2 milhões de pobres e 200 mil com fome e o maior fosso entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres nas estatísticas da U.E., o governador do Banco de Portugal apenas tem o papel triste de apelar para aos que já estão sobrecarregados de impostos que paguem ainda mais.

Sr.Vítor, ao menos seja coerente, apele publicamente aos governos que, devido à crise, o seu salário de vários milhares de contos mensais, deveria ser diminuído...

2 comentários:

Biranta disse...

Bom! Então para escrever pouco é assim: Apoiado! Apoiado! Apoiado!
Por tudo isto que está dito, quase se poderia comparar "Victor" a uma "prostituta velha", que se "vende" a qualquer um (dizem). Mas não podemos fazer isso, porque a prostituta velha vende-se por qualquer preço, porque não tem outra forma de sob reviver, enquanto Victor se vende muito caro, para usufruir de verbas astronómicas que são extorquidas ao país, que nos são chaladas a todos. Só acredito nas "preocupações" deste tipo de gente quando a "mopralização" começar por eles. Mas porque é que eles não aproveitam o referendo à constituição europeia, que já não se vai fazer e nos fazem estas perguntas? Quanto devem ganhar estes badamecos, qualk o limite máximo do total das reformas que lhes deve ser pago, etc...
Afinal isto de escrever pouco também não é bem comigo...

Biranta disse...

Desculpem! Queria dizer: "nos são chuladas a todos"